Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

A volta ao mundo



No meio das minhas viagens pelo mundo, aquelas que faço refastelada no sofá no meio de mil livros, guias, revistas e tudo o que me teletransporta para o futuro onde nunca estive ou para o passado das memórias, cheiros e cores, aparece-me agora um fantástico compêndio.
Faz-me lembrar um Atlas muito velhinho que havia na casa dos meus pais, e que, com a revolta do famigerado Circulo de Leitores que uma vez por semana nos tocava à porta, foi trocado por um muito mais moderno, já sem a URSS mas com metade da graça.
Era enorme. Tão enorme que não cabia no movel da sala. Melhor para mim que o tinha sempre no chão, aberto numa página cheia de mapas de sitios que eu pensava na minha inocência, serem tão perto e tão iguais à minha realidade. E virava página e os meus deditos viajavam, viajavam, viajavam à velocidade cruzeiro da minha imaginação. A mesma velocidade que me dava jeito agora mesmo, numa tentativa de escrever uma nova volta ao mundo. Não a de Willy Fog, por certo, um dos primeiros livros a fazer as minhas delicias, mas a minha própria volta ao mundo.
Pois bem, assim como o velhinho Atlas, que teria pelo menos 20 páginas dedicadas ao gigante russo, este meu novo livro que folheio com a mesma ilusão com que percorria o mundo com os meus dedos, também é grande. Grande e grandioso De capa dura, como qualquer livro que se prese, contra portada dourada, nem lhe faltam as folhas grossas e brilhantes nem as fotos das 100 Cidades do Mundo. Passo todos os continentes enquanto o diabo esfrega o olho, volto ao principio. Leio o indice, uma preciosa ajuda neste tipo de livros. Passo por Alexandria, Estambul, Canberra, Jerusalem, Beirut, Oslo, recordo Bratislva, cheiro Veneza, perco-me de amores novamente por Budapeste, cruzo Buenos Aires, Bangkok, volto à velhina Europa onde faço uma pausa por Riga (a dream that will come true) e logo a seguir a minha amante Madrid  reencontro a minha sempre Lisboa.

E vejamos o que me diz o meu livro (lo siento por el idioma pero es que odio las traduciones, con lo cual...):

"El esplendor de la que fuera el centro de los mayores descubrimientos mundiales, su relajado ritmo de vida, esa cierta adicción a la melancolia y el pesimismo, así como una fascinante forma de decadencia: todo ello deja embelesado a quien visita esta ciudad. Estando en posesión de semejantes atributos, probablemente Lisboa se cuente entre las metropolis más bellas del mundo, como una elegante diva."

A verdade é que este meu livro é um bocadinho romantico, mas não importa porque é tão bom voltar a casa.
publicado por madridmemata às 21:48
link do post | comentar | favorito
1 comentário:
De Sugarfree a 22 de Outubro de 2007 às 10:41
O meu eterno e grande amor... Lisboa!
Brilhante descrição a da eterna Diva...

Comentar post

.mais sobre mim


. ver perfil

. seguir perfil

. 2 seguidores

.pesquisar

.Abril 2009

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
16
17
18
19
20
21
22
24
25
26
27
28
29
30

.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.posts recentes

. about what is in my mind....

. porque me gusta sabina......

. bso 4 2day

. ...

. u know it's for u. luv u ...

. Só pa avisar que os meus ...

. El lunes fue... el dia de...

. Out of the office until t...

. Foi em Dezembro que te co...

. I want one of this... I j...

.arquivos

. Abril 2009

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Janeiro 2009

. Dezembro 2008

. Novembro 2008

. Outubro 2008

. Setembro 2008

. Agosto 2008

. Julho 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Abril 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Janeiro 2008

. Dezembro 2007

. Novembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Agosto 2007

. Julho 2007

. Junho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

.links

blogs SAPO

.subscrever feeds